Saúde de PMEs em risco

10 jun Saúde de PMEs em risco

Já são muitas as noticias de Micros e Pequenas empresas que estão fechando as portas em todos os lugares, desde o inicio da pandemia. A tormenta que assola a todos pode atingir de formas diferentes as PMEs brasileiras. As “doenças” pré-existentes que cada uma já vinha tratando ou negligenciando é que determinam agora o tamanho das consequências.

A julgar pelo porte das PMEs, todas merecem tratamento fiscal, contábil e de gestão empresariais mais simplificados, o que não significa negligencia com esses temas ou falta de profissionalização.

Há muitas empresas formadas por poucas pessoas e até mesmo uma só em muitos casos, no entanto, ninguém está dispensado de cuidar da saúde do negócio e nem de controles efetivos das atividades e resultados.

Os INDICADORES são como exames periódicos que mostram a situação da PME no momento em que é medido, por isso precisam ser regulares. Não há regra em relação à quantidade de indicadores a serem acompanhados, mas há áreas que carecem de atenção permanente, como a financeira, por exemplo. Os demais podem ser estabelecidos de acordo com as complexidades do negócio.

Sem as pessoas físicas, nenhuma PME permanece em pé. São necessárias pessoas para fazerem a empresa girar e outras tantas para consumir os produtos que estão sendo gerados. Como então, cuidar da saúde de todos com mínimos impactos possíveis? Estes são os desafios que todos enfrentamos agora.

Ouvi uma frase interessante da Professora Lucia Helena Galvão: “O medo não é uma placa de PARE e sim de PROSSIGA COM ATENÇÃO. Não há tempo mesmo de parar porque corremos o risco de salvar muitas vidas do covid19 e perder outras tantas pessoas físicas por outras doenças que deixaram de ser cuidadas em função da pandemia e, ver o falecimento de centenas de milhares de empresas geradoras de empregos e contribuintes do sustento da maquina governamental.

Se para pessoas físicas os cuidados já estão claros, empresários devem atentar para os cuidados mínimos para que as empresas se protejam. Algumas ações devem ser rápidas, como por exemplo:

  • Analise de fluxo de caixa – qual a capacidade financeira da empresa? Quanto tempo aguenta diante dos cenários que estão se apresentando?
  • Analise de custos – o que pode e o que não deve continuar existindo? Como definir cortes sem prejudicar a qualidade dos produtos?
  • Como estão sendo cuidadas as pessoas da empresa? Como garantir o mínimo de segurança e apoio se vão trabalhar em casa ou se vão se locomover para a empresa? Como reduzir custos, com mínimo de impactos à vida financeira delas?
  • Analise dos outros velhos problemas que a empresa já vinha enfrentando e que agora são agravantes da crise enfrentada?

Importante que gestores se levantem com nova mentalidade para continuar conduzindo as empresas a fim de garantir não apenas a sobrevivência delas, como também, a melhora da saúde financeira.

A solução não se inicia no Governo e nem no mercado. Inicia-se sim, dentro da empresa. Ter consciência de auto responsabilidade em relação às suas operações, descartando todas as terceirizações de desculpas, pode ajudar na construção de novas empresas, mas fortes e sólidas.

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