PESSOAS-O MAIOR ATIVO DE MICROS E PEQUENAS EMPRESAS

24 jun PESSOAS-O MAIOR ATIVO DE MICROS E PEQUENAS EMPRESAS

PESSOAS – O MAIOR ATIVO DE MICROS E PEQUENAS EMPRESAS

Micros e pequenas empresas são as maiores provedoras de vagas de trabalho no Brasil. Responsáveis por mais de 95% das vagas, também são excelentes celeiros de talentos profissionais.

No ambiente menos burocrático, as pessoas tem maior liberdade de aprendizado e podem contribuir mais com ideias que agregam valor a todos.

Este ambiente favorável ainda encontra desafios como a rigidez da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho e as várias confusões com sindicatos de categorias, que pouco ajudam e tem custos altos tanto para trabalhadores como para empregadores. Mas, isso é assunto para outra publicação.

Dados do CAGED – Cadastro Geral de Admitidos e Demitidos referentes ao mês de maio de 2019 apontam que foram criadas no Brasil 1.453.284 novas vagas de trabalho. Por outro lado, foram demitidos 1.280.145 colaboradores. O saldo positivo de 173.139 não esconde o numero alto de demissões.

Alguns motivos que levam a muitas demissões são:

  • Comportamento pessoal inadequado
  • Alto custo com encargos sociais
  • Condições financeiras dos empregadores por causa do mercado em geral
  • Falta de qualificação técnica

As grandes empresas começaram a avaliar também as habilidades pessoais e capacidade de trabalho em equipe, antes descartadas das avaliações (Soft Skils). Nas pequenas empresas, esta avaliação é mais fácil devido à proximidade das equipes e por ter menos lideres entre gestores e operacionais. Desta forma, identificam-se comportamentos inadequados mais rápidos no dia a dia.

A seguir, uma reflexão sobre pontos considerados importantes por profissionais de Recursos Humanos para minimizar demissões precoces, reter talentos e ter menos custos psicológicos e emocionais com contratações erradas.

O que precisamos fazer, na prática, para sermos mais assertivos nas contratações?

  • Demore em admitir – demita rápido. Quando se contrata em caráter de emergência perde-se muito em qualidade de análise de todos os fatores importantes para aquela contratação. Alguns pontos são negligenciados e podem ser motivos de desafios futuros. Se a empresa tem condições de contar com serviços de profissionais de Recursos Humanos que tem habilidades profissionais capazes de agilizar os processos de seleção, deve garantir tempo mínimo aceitável para buscar profissionais certos para a vaga aberta. Se não pode terceirizar a contratação, então deve ter o próprio processo com ações que assegurem que pelo menos as analises de pontos principais para o perfil da empresa que garantam que o profissional é habilitado para o cargo e atende as expectativas da cultura da empresa;

 

  • Indicações ajudam bastante, mas não podem ter critérios de contratação negligenciados. Ajuda bastante quando recebemos indicações do time da empresa ou de parentes e amigos. No entanto, o processo de seleção não pode ser negligenciado porque foram indicados “por pessoas de confiança”. Quem vai receber os trabalhos do contratado e pagar por eles é a empresa, então, o processo de seleção deve ser o mesmo adotado para demais candidatos;

  • Transparência no que oferece e no que espera dos candidatos, falar claramente sobre as políticas da empresa, principalmente no que tange à parte de cada um no processo é primordial. Colaboradores têm direito de saber em que terreno está pisando quando são contratados, assim como, contratantes devem comprovar se as habilidades e conhecimentos ditos pelos candidatos são reais. Sem transparência, fica inviável uma relação saudável entre contratantes e contratados;

 

  • Reconhecimentos, premiações, comissões e outros benefícios. Este é outro ponto que exige muita clareza desde a contratação. A empresa deve mostrar o que está disposta a fazer pelos colaboradores se os objetivos forem alcançados ou ultrapassados. Saber reconhecer as pessoas da empresa é dos princípios básicos de empresários como Paulo Jorge Leman, um dos donos da cervejaria AMBEV, uma das maiores do mundo.

O fato é que como tudo no mundo atual, as relações de trabalho também vem sendo impactadas por muitas mudanças. Pessoas são os maiores ativos de micros e pequenas empresas. O investimento em mão de obra costuma ser dos mais altos na grande maioria dos contratantes e, este novo cenário exige que contratados saiam da zona de conforto e se apresentem para colaborar mais no dia a dia operacional, além de apenas executar tarefas operacionais.

Pesquisa recente feita em nossa empresa aponta que mais de 40% dos entrevistados estão dispostos a dividir os lucros com os colaboradores, sem serem obrigados pela Lei a fazer isso, mas esperam maior participação de todos para melhoria dos processos e da qualidade do produto final entregue aos clientes.

O mercado convoca a todos para serem melhores e está disposto a pagar, mas as responsabilidades compartilhadas, cada uma com seu peso, é claro, são o ponto em comum que liga empregadores e empregados na busca por melhores resultados.

E você, já reavaliou seu modelo de contratação?

Simoni Luduvice é empresaria Contábil e Coach. Estrategista e pesquisadora de temas que agreguem ao crescimento de pequenas empresas e seus players.

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