OS VÍRUS QUE JÁ ESTAVAM ADOECENDO AS EMPRESAS ANTES DA PANDEMIA PELO COVID-19

09 jun OS VÍRUS QUE JÁ ESTAVAM ADOECENDO AS EMPRESAS ANTES DA PANDEMIA PELO COVID-19

A pandemia pelo covid-19 conseguiu tirar todo mundo da zona de conforto, isso se expande para todo o mundo. Pela primeira vez, vemos todos os países do mundo passando pelo mesmo desafio. Ninguém sabe ao certo que deve fazer, mas todos precisam se movimentar, achar formas de se cuidar, buscar novas alternativas para resolver velhos problemas.

Esta reflexão se estende para as pessoas jurídicas, que estão diante de uma oportunidade impar de se consolidarem, se reinventarem ou mesmo criarem novos produtos, novos serviços, novas formas de acolher e surpreender seus clientes. As ações que foram sucesso ontem, podem não significar mais nada hoje. As oportunidades geradas o ano passado, já são parte do passado e o Plano de Negócios, se feito em dezembro,  já virou lembrança.

A covid19 pode trazer impactos diferentes para cada pessoa contaminada. Se uma pessoa é saudável, não tem doenças pré-existentes, pode realmente passar pelo contágio como se passasse por uma gripe forte e em curto período ficam boas. Se, porém, a pessoa já tem outras doenças pré-existentes, o impacto pode ser danoso e exige mais atenção e aparelhos para tratar e livrá-la da doença. Aqui, citei dois extremos, mas pelo caminho ainda temos os casos mais graves, menos graves, com mais exigências ou com menos complexidades. O fato é que segundo indicadores de contágio pelo mundo, a grande maioria das pessoas estão sobrevivendo e grande parte das que eu ouvi dizem duas coisas:

  • “Eu pensei que fosse morrer”
  • “A vida nunca mais será a mesma”

Ainda sobre isso, há dois outros fatores a se pensar: a facilidade do contágio, onde as pessoas podem transmitir o vírus a outros sem mesmo ter a intenção de fazê-lo e os familiares e amigos dos contaminados que sofrem desde o isolamento social, até preconceitos de outras pessoas aterrorizadas pelo medo do contágio.

São tempos difíceis com lições ímpares que todos podemos aprender. E as empresas? Como estão se comportando neste cenário todo? Costumo dizer que empresas também são pessoas; têm direitos e obrigações como os humanos, à diferença é que são PESSOAS JURÍDICAS e sua cultura, ou alma, é ditada pelos gestores que pilotam os negócios.

No Brasil, o mercado do empreendedorismo é bem movimentado apesar do excesso de burocracias para se criar empresas e do custo tributário que não é atrativo para a grande maioria. As micros e pequenas empresas ocupam cerca de 90% do mercado e são as maiores geradoras de empregos. Poderiam ter melhores resultados e se posicionar de forma mais efetiva junto ao Governo, com intuito de discutir idéias, criar alternativas que fossem boas para ambas as partes e juntos, fortalecer o crescimento do Pais. O fato é que isso não é uma realidade no País.

A grande maioria das micros e pequenas empresas brasileiras sofrem com alguns vírus que já vem comprometendo a saúde financeira delas a algum tempo. Tem-se empresas endividadas, com gestão informal, sem atenção devida aos cuidados com recursos humanos, não apenas do ponto de vista fiscal, mas também de engajamento de equipes, com prejuízos acumulados que superam o faturamento anual e ainda, empresas onde não se conhecem os resultados. Ninguém, incluindo os responsáveis, sabem para onde estão caminhando. Alguns gestores já estão pagando para trabalhar a anos e ainda não percebem isso porque administram a empresa pelo extrato bancário e todos os dias escolhem sem muitos critérios quais as contas que serão pagas naquele dia. Estes gestores ainda sofrem um agravante pior, nunca se pagam com regularidade ou se pagam apenas quando precisam de alguma coisa em casa.

Para ficar mais claro, vamos refletir um pouco sobre estes vírus que podem ser invisíveis a olho nú, mas terrivelmente nocivos, principalmente quando não percebidos a longo prazo:

#SÓFALTA – um vírus mortal que inibe a evolução da empresa, fazendo-a  patinar nos mesmos resultados por anos. Pode ser até mortal quando não reconhecido a tempo. Atua no excesso de tarefas sem processos definidos onde sempre fica uma atividade para depois. Já ouviu alguém da equipe dizer assim: Já fiz isso, isso e isso….#SÓFALTA aquilo…? Pois é….

#GABRIELA – um vírus terrível que ataca a vontade de promover mudanças. A empresa afetada acredita que não adianta ter novas atitudes, porque as coisas “sempre serão assim mesmo”. Não se mobilizam para profissionalizar as atividades da empresa e não se preparam para as mudanças do mercado que acontecem todos os dias em maior ou menor proporção, mas não deixam de acontecer. A consequência pode ser ver os seus produtos sendo reinventados por outras empresas e o faturamento cair.

#OH!CEUS!OHDOR – este vírus atacam empresas com pessoas que dão mais espaço para reclamações do que para criatividade. Reclamam do Governo, dos clientes, dos funcionários, do dinheiro que não entra, das contas que se multiplicam, mas não  buscam novas alternativas e gostam de estar com outros infectados pelo mesmo vírus, assim sentem-se como as maiores vitimas do sistema e o consolo é se reunir para reclamar. Nesse ambiente, o vírus se multiplica, podendo passar para outras gerações.

#ÉTUDOMEU – um vírus mortal pra a saúde financeira de qualquer empresa. Atinge os sócios e gestores financeiros que não vêm nenhum problema em usar o cartão corporativo para pagar as contas pessoais, afinal 3ÉTUDOMEU, dizem eles. Esta prática compromete os resultados da empresa, turva a visão administrativa dos gestores impedindo que vejam que podem estar tirando mais dinheiro da empresa do que estão percebendo. É um vírus mortal, capaz de levar a óbito muitas empresas antes mesmo que completem cinco anos de vida, ou ainda, manter empresas infectadas durante anos, acumulando perdas de oportunidades, gerando custos desnecessários e vivendo uma trajetória doente que pode ser transmissível para sócios, funcionários e fornecedores.

Podemos enumerar diversos outros pequenos vírus que deixam doentes as empresas brasileiras e que são tratados como pequenos resfriados incapazes de provocar um mal maior. O covid19 chegou colocando um holofote sobre estes vírus e se junta a eles para desafiar a saúde de todas as empresas que não quiseram olhar para isso antes.

O momento é um convite a cuidar de tudo isso e sarar nossas empresas de todas essas doenças. Não adianta responsabilizar o Governo e nem outro player do mercado pela infecção, assim como, para a caminhada da cura, a auto responsabilidade e novas ações que farão garantirão a sobrevivência da empresa. Assim como os humanos tem nas mãos a responsabilidade de se proteger com máscaras, hábito de lavar as mãos com água e sabão e álcool gel, as empresas precisam repensar seus custos, avaliar os serviços prestados, analisar a qualidade dos produtos vendidos, enfim….hora de se reinventar, se recriar e se posicionar mostrando seus verdadeiros propósitos ou o motivo pelo qual nasceram e o que de fato estão levando ao mercado e aos seus consumidores.

E neste momento, os profissionais de Contabilidade são excelentes médicos para ajudar a salvar negócios. A ciência da riqueza é capaz de mostrar muitos vírus ocultos, além de ter remédios certeiros para os tratamentos.

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